Guarda Revolucionária do Irã afirmou que se embarcações desses países e de apoiadores dos adversários estiverem na região “certamente serão atingidas”

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira (5) que o Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, cujo tráfego praticamente desapareceu desde o início da guerra — está fechado apenas para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais.
“Já havíamos dito anteriormente que, com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), segundo a emissora estatal IRIB.
Se embarcações pertencentes aos Estados Unidos, a Israel, à Europa “e a seus apoiadores (…) forem observadas, certamente serão atingidas”, advertiu o IRGC.
O estreito está, na prática, fechado desde que os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irã no sábado, o que fez os preços do petróleo dispararem e ameaça desestabilizar a economia global.
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira, depois que um ataque norte-americano atingiu um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo e interrompeu o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.
O ataque do submarino norte-americano ao navio iraniano ocorreu no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia.



