Publicação afirma, sem provas, que governador teria desistido da disputa ao Senado; Palácio do Buriti nega e confirma pré-candidatura

Uma informação falsa publicada em um blog atribuído ao ex-senador Gim Argello afirmou, nesta terça-feira (28), que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), teria desistido de concorrer ao Senado nas eleições de 2026. A publicação não apresenta fontes nem fatos que sustentem a alegação e foi desmentida por pessoas próximas ao chefe do Executivo local.
Segundo interlocutores do Palácio do Buriti, Ibaneis mantém a pré-candidatura ao Senado e segue o planejamento político considerado natural para governadores em final de mandato. A expectativa é que ele se desincompatibilize do cargo no início de abril, como determina a legislação eleitoral.
Com o afastamento, a vice-governadora Celina Leão (PP) deverá assumir o comando do GDF. Ela aparece na liderança das pesquisas de intenção de voto para a reeleição ao governo do Distrito Federal, com índices entre 30% e 35%, de acordo com levantamentos recentes.
Reeleito em 2022, Ibaneis Rocha tem avaliação positiva da gestão, marcada por investimentos em infraestrutura, saúde e educação. Entre as ações citadas por aliados estão obras viárias, programas habitacionais e a ampliação de benefícios sociais. Ao comentar boatos semelhantes em entrevista recente, o governador afirmou: “Estou confiante de que serei o candidato mais votado da história do Distrito Federal”.
No MDB, a candidatura ao Senado é tratada como prioridade, mesmo diante de especulações relacionadas a crises políticas e econômicas. A avaliação interna é de que a disseminação da fake news atende a interesses políticos e tenta gerar instabilidade no cenário pré-eleitoral do DF.
O blog responsável pela publicação pertence ao ex-senador Gim Argello, condenado na Operação Lava Jato. Argello foi senador suplente pelo PTB-DF entre 2007 e 2014 e teve a carreira interrompida em 2016, após condenação por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Ele cumpriu parte da pena em regime semiaberto e deixou a prisão em 2020. Recentemente, voltou a sinalizar interesse em retornar à vida política.



